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quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma foto, uma história

1 comentário:
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Acabei de encontrar esta relíquia de 1984. Acampamento Regional em Cerva/Ribeira de Pena. É a única fotografia que tenho com o lenço de Explorador Sénior ao pescoço. Tinha-o colocado no ano anterior aquando da minha entrada para o CNE, no agora "adormecido" Agrupamento 476 - Santa Marta de Penaguião.

Nesta fotografia aparecem os elementos da Patrulha Esquilo da Régua (com quem participei no ACAREG) e, curiosamente, à direita está a Isabel Vieira, do 295 - Nª Sª da Conceição, Agrupamento para onde me transferiria no ano seguinte.

Este Acampamento marcou toda a minha vida, civil e escutista (quase trinta anos) e foi na celebração eucarística de Domingo, no dia de confraternização com a família, que o saudoso Padre Borges consentiu em que fosse cantada (pela primeira vez) para toda a comunidade (escuteiros e familiares e amigos) a canção "Significado de ser Escuta" - que passou à história como o "quero ser escuta" - que compus na sede do 476, nesse mesmo ano.

Recordo os primeiros versos. Continuam válidos, pelo menos para mim:

Quero ser Escuta
Até ao fim da vida
Ser a alvorada
Numa manhã perdida

Quero-me levantar, se cair
Para mais alto chegar, para Te servir
Desculpa se alguma vez Te desiludi
Senhor, Sempre Alerta, eu estou aqui
(...)

Não faço a mínima ideia quem tirou esta foto, nem onde exactamente, mas recordo-me que se tratava de um hyke de séniores.

Infelizmente o tempo foi apagando os nomes de alguns dos meus amigos Escuteiros e seria injusto nomear apenas alguns dos que mantive até hoje, mas quero deixar para todos eles um forte abraço fraterno.

Bem hajam e obrigado por tudo.

Fernando Reis, Secretário do Núcleo Cidade de Vila Real

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Ficam duas Perguntas: alguém saberá dizer-me quem é o senhor das barbas ao fundo no canto superior direito? e quem é que ele foi substituir como Chefe de Campo dos Seniores, nesse ACAREG?

Fica o desafio, especialmente para os "antigos".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

uma foto, uma história

1 comentário:
TRUPE DO JUNEX – MEMÓRIA & RELÍQUIA



Encontrei esta t-shirt no meu espólio de “guerra”. Estas eram pintadas por nós na "serigrafia" caseira da sede. Muitas lembranças e recordações. Com a divulgação desta foto pretendo conservar o espírito de grupo vivido nessa altura.

A todos aqueles jovens “Lobos, Javalis, Panteras e Corvos” com quem eu tive a felicidade de trabalhar e de crescer, um grande abraço amigo.

Um abraço especial ao staff Tó Vieira (Variações), Fernando Reis (Paco) e ao “designer” Vítor Rodrigues (Atum), que sempre nos aturou e acompanhou ao longo destes anos.



Abel "Gipsy Jones" Pereira,
Secretário Tesoureiro do Núcleo Cidade de Vila Real

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

uma foto, uma história

Sem comentários:
(entre outros identificam-se nesta foto: Abel Gipsy Jones Pereira, José Ferreira, Fátima Borges Rodrigues, Vitor Rodrigues, Elizete Rolo, Marta Isabel de Almeida, Frederico Bessa, ...)


Mais uma foto que "toca" o percurso de vida do 295, "achada" na página do facebook do Presidente ... onde, em dado momento, se faziam as seguintes perguntas:

E alguém sabe onde foi esta actividade? e quando?

Muitos comentaram esta fotografia, mas foi o Chefe Vitor (secundado pelo Chefe Peixoto) que respondeu acertadamente àquelas duas questões, como se transcreve em seguida.

27 de Maio de 1984. Enceramento das Comemorações dos 60 anos do CNE, em Braga. Fomos de BUS no sábado e ficamos acampados nas traseiras de uma instituição religiosa, creio que num seminário.

Lembro-me como se fosse hoje; alguns de nós, creio que as meninas, “
estrearam” umas tendas que o Chefe Peixoto arranjou junto de uma empresa de camionagem que fazia excursões para o estrangeiro. Cá o "Je" e o Zé Ferreira dormimos debaixo de um telheiro, em dois belos cobertores (que frio rapámos ...). Lembro-me do Kariato a dormir no seu belo saco-cama tipo múmia, de um branco quase imaculado em cima de um monte de cavacos… Inesquecível…

No domingo 27 tivemos o desfile que terminou numa praça onde foi celebrada a Eucaristia. Foi nessa praça que foi tirada esta foto. Por quem? Isso já não sei…

e remata o Chefe Peixoto assim:

Quase posso garantir que o edifício que aparece nas traseiras era, à data, a Câmara Municipal de Braga.

A Eucaristia foi, facto celebrada no Largo ou Praça do Município. O local onde acampámos ou foi no Campo-Escola de Fraião ou então no Campo de Jogos do Seminário Conciliar de Braga, na rua Santa Margarida, rua onde comemos um caldinho verde confeccionado pela santa Mãe, antes de regressarmos a Vila Real.

Lembram-se da viagem aqueles que vieram comigo no "
carro do meu chefe"? Quem quer relatar o "sermão" que ouviram durante toda a viagem?


Do sermão não sei, mas alguém ainda se atrevia a cantar "O carro do meu Chefe"?

FR

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

uma foto, uma história

2 comentários:
Vou inaugurar um espaço que esperamos todos, venha a ser um importante repositório da história escutista da Região de Vila Real. Nunca será a qualidade da foto que mais importa mas sim as histórias (ou estórias) que estão por detrás da imagem e que trazem ao presente os momentos mais interessantes, que vivemos enquanto escuteiros.

Aqueles que nos fazem sempre pensar: vamos em frente, o caminho é por aqui! Foi BP que o traçou.


Neste caso em especial, trago a imagem das costas de uma t-shirt que foi orgulhosamente usada por mim durante seis dias (de 4 a 10 de Agosto), no XVII ACANAC (Acampamento Nacional) na Quinta do Além (nome apropriado) em Bagunte - Vila de Conde, enquanto C.E. da Equipa de Caminheiros "Fernão de Magalhães" do Agrupamento 295 - Nª Sª da Conceição - Vila Real.




Mesmo que não se perceba à primeira vista, esta imagem trás à tona uma série de "tradições" que fui incorporando ao longo do tempo e fizeram de mim o escuteiro que sou hoje, a saber:

- o símbolo da Equipa (âncora) foi herdado da Equipa Vasco da Gama (responsável por grandes e boas atividades), da geração anterior de caminheiros do 295, quatro dos quais hoje são membros ativos neste Núcleo da FNA (e da minha equipa estão dois ...), mantendo-se A "tradição" de contar com importantes navegadores portugueses como patronos das Equipas de caminheiros (e não meninas ... não somos MESMO escuteiros marítimos!);

- o modelo da t-shirt seguiu a tradição de, para as atividades mais diversas, sermos nós a pensar e criar "à unha" as "fardas" de campo, coisa que geralmente acontecia na Sede, onde não havia tempos mortos, nem a matar, e todos os "frutos" colhidos foram sempre à custa de muito trabalho, maioritariamente manual;

- a dita cuja foi usada em campo por uma Equipa de Vila Real ... MISTA o quanto convém, tal como aconteceu vezes e vezes sem conta, com os limites dos Agrupamentos a entrecuzarem-se numa prova de camaradagem escutista sem fronteiras. No caso a Equipa era constituída por seis elementos (do 295 vieram o Fernando Reis, a Fátima Rodrigues, o Paulo Ribeiro e o Carlos Teixeira; do 708 - Mateus, veio o Armando e do 198 - Chaves, o Geraldes);

- este símbolo marca a presença de muitos de nós, pela primeira vez, num Acampamento Nacional, e logo naquele em que uma falha de intendências resultou numa "revolução da bolacha" (deliciosa mas densa, intensa ... literalmente de combate) onde o lema foi, para centenas de nós:

"Pequeno almoço ... com bolachas!
Almoço ... com bolachas!
Lanche ... com bolachas!
Jantar ... com bolachas!
Ceia ... com bolachas!
Irra! Nunca mais como bolachas!..."

(será um contra-censo dizer que até tenho saudades do raio das redondinhas?)

E nem os banhos de parede e mangueira (aí para uns 300 de cada vez com dois bombeiros empoleirados no muro) conseguiram refrescar ... nem o "eco" a que sujeitámos o Chefe Nacional, nem mesmo o "Still Haven't Found What I'm Looking For" dos U2, ouvido e cantado (gritado no final, mas tudo dentro do tom) naquela cabana/café/tasca/bar no meio de ...nada! que, literalmente "limpámos" de bebidas e comidas - algumas com prazos duvidáveis - numa atividade que teve a sua quota-parte de italianos perdidos (e achados, em pêlo e em plena banhoca - mas cheios de fome), Suecos carrancudos (e zelosos do seu lenço) e Finlandeses simpáticos, todos impecavelmente lourinhos, belgas de camisa vermelha, especialistas em crepes (disto e daquilo ...), alemães a trocar lenços azuis quadrados que nem doidos e ...

... muito, muito mais. Acreditem.


Um sentimento final que esta imagem simples e sem graça aparente me suscita?

Foi um orgulho (e obviamente que ainda o é!) ser Escuteiro e representar dignamente a minha Secção, o meu Agrupamento e, claro, Vila Real.




Fernando Reis (Mocho atento)
antigo Chefe de Equipa (CE) da Equipa Fernão de Magalhães
Secretário do Núcleo Cidade de Vila Real da FNA



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Nota:. quem quiser contribuir com as suas impressões apenas terá que enviar um texto e uma foto para o e-mail fna.ncvr@gmail.com, que nós publicamos.
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